AGRURAS DE UM ESTAGIÁRIO DE PUBLICIDADE 3
Uma grande tristeza abalava Guilhermino. Estava desacreditado com a profissão e com possibilidades de sucesso na empresa. Desconfiava até mesmo da utilidade da faculdade que cursava.
Os dias na agência se tornaram cinzentos e sem graça. Até que surge uma nova notícia. O Rodrigo pediu demissão. O Rodrigo era o típico funcionário padrão. Não era nenhum gênio, mas um dos carregadores de piano do grupo. Ao que parece, ele também cansou de dar a vida pelos outros. A sua saída foi um raio de sol na vida de Guilhermino por causa das palavras do Mário Brós. Reunido com todos, ele tenta animar mais a sua equipe de trabalho e afirma que não vai chamar ninguém de fora, mas suprir a lacuna do Rodrigo com “gente da casa”.
O coração de Guilhermino disparou. Dos 3 estagiários, ele era de longe o mais preparado e mais dedicado. A semana seguinte foi de muito esforço e dedicação do nosso estagiário.
Chegava o dia da nomeação. Mentalmente, Guilhermino procurava palavras para agradecer a confiança. Nem ouvia direito as palavras do chefe...conseguiu apenas ouvir: “... por isso decidi trazer alguém da casa mesmo, mas em que podemos confiar. O novo publicitário do grupo é MINHA SOBRINHA MICHELE.”
Cai o muro de Berlim na cabeça de Guilhermino.
O desconforto era evidente, mas teve que ser engulido assim que ouviu seu nome na boca do chefe... “ e Guilhermino, por conhecer a empresa melhor do que ninguém, ficará responsável por desvendar todos os mistérios disso aqui para a Michele”.
Pronto, para piorar, ele agora serviria de babá da “Patricinha Mimada”(ele já havia apelidado a nova colega, mentalmente, é claro).
Os dias seguintes foram de pura tortura para o jovem estagiário. O tempo todo a “Patrícia” o chamava com aquele sorriso nos lábios. “Guilhermino, lindooo”, “Senhor Guerrilha (ela havia descoberto o apelido). “Gui”.... E cada vez que ele quebrava o galho dela, sentia-se mais e mais humilhado.
Ele foi ficando depressivo. Triste. Pensamentos horríveis tomaram conta da sua mente. Começou a pensar em se matar.
Eis que um dia, sozinho no escritório, fixa seu olhar na janela. Décimo andar. Ele vai e volta em sua direção simulando o movimento de como se jogar. Até que corre e... pára no meio do caminho, como é típico de todo suicida que a última coisa que pensa mesmo é em se matar. Pensou em escrever uma carta. Quem leria? Desiste. Por que não uma arma? Acreditava que caindo pela janela, a empresa seria investigada, o impacto seria maior. Até que realmente vai até a janela, sobe na sua armação, abre os braços, faz uma oração e olha para baixo....
Por um milagre divino, ele vê uma das propagandas mais inusitadas da sua vida.

E viva a publicidade redentora, salvadora dos perdidos, animadora dos deprimidos....
Uma grande tristeza abalava Guilhermino. Estava desacreditado com a profissão e com possibilidades de sucesso na empresa. Desconfiava até mesmo da utilidade da faculdade que cursava.
Os dias na agência se tornaram cinzentos e sem graça. Até que surge uma nova notícia. O Rodrigo pediu demissão. O Rodrigo era o típico funcionário padrão. Não era nenhum gênio, mas um dos carregadores de piano do grupo. Ao que parece, ele também cansou de dar a vida pelos outros. A sua saída foi um raio de sol na vida de Guilhermino por causa das palavras do Mário Brós. Reunido com todos, ele tenta animar mais a sua equipe de trabalho e afirma que não vai chamar ninguém de fora, mas suprir a lacuna do Rodrigo com “gente da casa”.
O coração de Guilhermino disparou. Dos 3 estagiários, ele era de longe o mais preparado e mais dedicado. A semana seguinte foi de muito esforço e dedicação do nosso estagiário.
Chegava o dia da nomeação. Mentalmente, Guilhermino procurava palavras para agradecer a confiança. Nem ouvia direito as palavras do chefe...conseguiu apenas ouvir: “... por isso decidi trazer alguém da casa mesmo, mas em que podemos confiar. O novo publicitário do grupo é MINHA SOBRINHA MICHELE.”
Cai o muro de Berlim na cabeça de Guilhermino.
O desconforto era evidente, mas teve que ser engulido assim que ouviu seu nome na boca do chefe... “ e Guilhermino, por conhecer a empresa melhor do que ninguém, ficará responsável por desvendar todos os mistérios disso aqui para a Michele”.
Pronto, para piorar, ele agora serviria de babá da “Patricinha Mimada”(ele já havia apelidado a nova colega, mentalmente, é claro).
Os dias seguintes foram de pura tortura para o jovem estagiário. O tempo todo a “Patrícia” o chamava com aquele sorriso nos lábios. “Guilhermino, lindooo”, “Senhor Guerrilha (ela havia descoberto o apelido). “Gui”.... E cada vez que ele quebrava o galho dela, sentia-se mais e mais humilhado.
Ele foi ficando depressivo. Triste. Pensamentos horríveis tomaram conta da sua mente. Começou a pensar em se matar.
Eis que um dia, sozinho no escritório, fixa seu olhar na janela. Décimo andar. Ele vai e volta em sua direção simulando o movimento de como se jogar. Até que corre e... pára no meio do caminho, como é típico de todo suicida que a última coisa que pensa mesmo é em se matar. Pensou em escrever uma carta. Quem leria? Desiste. Por que não uma arma? Acreditava que caindo pela janela, a empresa seria investigada, o impacto seria maior. Até que realmente vai até a janela, sobe na sua armação, abre os braços, faz uma oração e olha para baixo....
Por um milagre divino, ele vê uma das propagandas mais inusitadas da sua vida.

(Não pule)
E viva a publicidade redentora, salvadora dos perdidos, animadora dos deprimidos....
A Saga de Guilhermino
Capítulo 1
Capítulo 2
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